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Segurança na Movimentação Parte 1

Vistoria Técnica e Road Survey

A vistória técnica é um ponto fundamental para a realização de uma operação com equipamentos de movimentação de cargas como guindastes, empilhadeiras, guindautos e conjuntos transportadores especiais, neste ultimo caso a vistoria do percurso que será realizado pelo conjunto transportador é chamado no meio da movimentação de cargas de Road Survey. Na vistoria técnica são analisados diversos itens para garantir a segurança da movimentação, o dimensionamento do equipamento mais adequado e a logistica da operação tudo isso sempre pensando e direcionando as forças para gerar também o menor custo para a operação. Segue abaixo alguns dos principais itens que devem ser analisados:

  • Redes Eletricas – Equipamentos como guindastes não são isolados eletricamente e precisam ter um afastamento mínimo da rede eletrica de acordo com a tensão(Trataremos desse assunto em posts futuros). A altura das redes eletricas podem atrapalhar também no trajeto de carretas que estão a transportar cargas especiais;
  • Inclinação de Rampas – Durante a vistoria deverá ser analisado a necessidade de aliviamento da inclinação de rampas, guindastes, empilhadeiras e conjuntos transportadores em geral possuem limites de ângulo máximo de rampas que devem ser respeitados. O não respeito a esses limites pode causar serios prejuizos aos equipamentos como sobrecarregamento de carga sobre eixos, quebra do sistema de  transmissão, tombamento do equimento entre outros;
  • Clima – Chuva a vista… Operação cancelada! Não se deve realizar operação com guindastes e outros equipamentos pesados de movimentação de cargas em situações de intempéries. Má visibilidade devido a chuva, nevoeiros ou neve, ventos fortes, chuva, raios entre outras situações climaticas aumentam a probabilidade de ocorrer acidentes e devem ser proibidas as operações nestes casos. Os guindastes devem ter sua lança recolhida e guardada no berço ou se não for possível baixada e apoiada no solo(lanças treliçadas). A atenção dos carreteiros deverá ser triplicada na estrada e a velocidade reduzida, sempre testar o sistema de iluminação, freios e condições dos pneus antes de sair;
  • Espaço e limitações – Deverão ser analisados todos os tipos de interferências terrestres e aéreas como construções que poderão atrapalhar o giro do contrapeso, cavalete de ancoragem ou o luffing, sim o luffing! Alguns técnicos se limitam a livrar o raio de giro do contrapeso e esquecem outros componentes como o luffing que poderá colidir em estruturas mais altas. Larguras de ruas para o deslocamento dos equipamentos, altura de viadutos e portões, hidrantes, postes, bem, todos os objetos que está na área de operação são obstáculos em potencial e devem ser verificados, para não ocorrer uma nova visita desnecessária a área de operação, principalmente porque em diversos casos uma nova visita além de gastar maior tempo, irá gerar gastos de deslocamento, seja combustíveis, passagens de ônibus, trem ou avião, estadia e alimentação. Outro ponto a ser observado e muito importante é o espaço para montagem do guindaste. Você poderá realizar um projeto de rigging e verificar que o equipamento realiza a operação, mas se esqueceu de analisar se a configuração escolhida possui ou não espaço para montagem e ai na hora… Bem, todo mundo imagina o que acontece.
  • Solo – Quem nunca viu alguns tipos de operadores ou supervisores, chegarem no local de operação olharem para o solo darem aquela pisadinha e falarem: “ É! Da para patolar!”. Pois bem meus amigos a não observância das condições do solo pode levar a perca de equipamentos que custam milhões! Caso a empresa não trabalhe com analises de solo, deverá ser repassado ao cliente ou terceirizado o serviço para analise da resistência. Deverá ser repassada no projeto a pressão exercida pelo guindaste como também o afastamento adequado das patolas para os taludes ou fossos que o guindaste venha a patolar próximo. Outros pontos que não são bem observados por alguns é a existência de esgotos, tubulações de gás e/ou redes elétricas subterrâneas. Mesmo em condições ideais o indicador de nivelamento deverá ser sempre acompanhado, pois mesmo sem falhas do solo poderá ocorrer falha mecânica do sistema de patolamento. Patolamento sobre piers ou pontes deverá ser analisado com o cliente a possibilidade do patolamento sobre as vigas de sustentação e/ou pilares. Patolamento sobre lajes deve ser evitado, pois em sua maioria a resistência estrutural das mesmas não permite grandes cargas como às geradas pelos guindastes por menor que seja seu porte.
  • Características das Cargas e da Movimentação – Além de conhecer sobre as condições do local de operação e percurso para a mobilização é de extrema importância conhecer sobre a carga (dimensões, pesos, localização do centro de gravidade, existência ou não de olhais de içamento e quantidade) e a movimentação (De onde será retirada a carga e seu destino final, se a operação será com múltiplos equipamentos, necessidade da utilização de balancins, se a carga vai ser verticalizada, necessidade de mais ou menos ajudantes e supervisores, utilização de corda guia e rádios de comunicação entre outros pontos que irão variar de acordo com cada movimentação. O importante é sempre analisar e questionar ao cliente sobre toda a movimentação para não ficarem dúvidas.

Espero que todos tenham aproveitado e se considerarem que mais alguma coisa seja acrescida podem contribuir!

Aguardem que na próxima semana estarei postando a parte 2 – Dimensionamento do Equipamento.

Abraços,

Equipe Going To Up!

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